5.25.2007

uma rosa


Pudera eu ser essa rosa que nasce no teu peito
E na tua boca sequiosa morre
E o vermelho do desejo incendiar a razão
De na carne florir

Não importa se me colheste no jardim do éden,
Para morrer nesse peito
E nele repousar as minhas pétalas saciadas.

Os espinhos que a tua mão abraça
São chagas de um desejo por colher,
Quis a luxúria que neles derramasses
O teu suor para a chaga desvanecer.

Bebe o pólen que verto sobre o teu rosto,
Ele é a semente do desejo que a boca germina.

Colhe o meu ardor erecto no teu leito,
Qual rosa perfumada no auge da primavera,
E nele afaga a jeito
A tua rosa avermelhada....