Que venham corcéis de relâmpagos fulminantes
Tufões de discórdia inimiga
Maremotos de angústia exasperante
Que o mar gigante engula a terra em fúria
E contra as rochas rasgue a carne ensanguentada
Dos homens levados pela tormenta abismal
Que chuva imunda inunde os vales indefesos
E cidades inteiras arrastadas na torrente asquerosa
Para o fundo negro dos oceanos perniciosos sejam
Que os gentios se matem e vilipendiem
Pelos últimos restos de defuntos putrefactos nos caminhos
Que se digladiem desesperados com os abutres e as hienas
Que jamais o sol nasça ao espírito dos gentios
Virão as sombras negras esbracejando no ar rarefeito
Que anjo algum de espada luzidia escorraçará
Mil olhos vermelhos atrozes de perdição infernal
E ouviremos as crianças aterrorizadas no deserto
Pelos gritos lancinantes das mães esventradas
Que venha a guerra entre as formigas tontas
Que neste seixo rolante no espaço, Deus se julgam
Que incorrida venha a pena do homem maldito
Que caia a bomba ecológica e desinfecte a crosta dos germes
Expiará seus pecados purgando orgulhoso pecado alheio
E assim se fará o humano até que terra apenas seja, nada.
Logrou comer as baratas que vaidoso pisou em glória
Será carne defunta a secar ao Sol!
Pobre do Homem, que não quiz ouvir o Adamastor