9.17.2007

Pessegueiro

Habita a árvore presa ao chão
Que vive do ar
E nele espraia os seus frutos
De ramos cheios de brilho
A árvore fala na sua irrelevância
Embora só e com os pés no pó
Irradia palavras vividas de esperança

Se quiseres morar na abundância
Ela pertence aos campos verdejantes
Onde todas se juntam numa só
Vibra a floresta ao luar

Nasceu da semente encarcerada na terra
A casa que a razão desabita

Olha o fruto que colhes
Filho da Tragicomédia
Que inicias