Trigo que dança ao vento
Da cor do sol e do mel
Que me suprime o pensamento
E dores no corpo de fel
Eu estou lá onde?
Nem sei onde estou
Nem sei o que piso
Nem sei se quero estar
Neste porto de abrigo
Quero deixar de ser
Deixar de poder ver
Ser trigo apenas
Na terra plantado
Para que o pão de mim
Seja enfim prostrado