Nada precisa ser dito
Quando nas entrelinhas escrito
Coisas que falamos à distância
Por intermédio dos que conhecemos
Dores no corpo
Um espírito grande suporta
Poucos são os corpos que o aguentariam
Sofriam mais os que a Cristo livrado
Viam A cruz arrastar
Que o próprio dela salvado.
Se te fores, não te irás
Será pesar maior no meu coração
Mas eu sei bem o quanto devo às estrelas
Ter tido a honra de ser teu amigo
E não culparei a ceifeira
Coitada, também cumpre o seu destino
Assim se resume uma vida em tão singelas palavras
Pois muitos os teus dons são
Tão plena e cheia como nunca viu outra igual
Que no tempo soube parar
E dar graças a quem dela se acercou
Para neles transbordar as línguas de fogo
Que te consumavam
Mais não são precisas
Foi tudo escrito na pedra antiga
Na história daqueles que são palavra
Caminharemos juntos no Cosmos
Onde te sentarás no Olimpo que és
Colunas viçosas, gigantes, brancas !
Por debaixo do maior dos telhados desta terra.