Beijas,
Como se quisesses respirar a vontade que transpira
E na vontade confiasses o anseio de respirar
De tocar
Tocas,
Como se quisesses esculpir a carne
Tributo erecto a um beijo
Respirado no toque
Dos teus lábios do desejo
Corpo que pede para amar
Amas,
Como quem ama o que pousa
Onde dita a sorte mundana
Na gruta firme de ardor sedenta
De na opulência sangrar
Sagras-me
Beijas-me
Pousas-me
No leito calmo de um lago
Onde fervores atrozes se afogam
E lírios frondosos renascem
Esculpindo ansiosos
A vontade de respirar