Colocai-lhe uma moeda sob a língua defunta
Metal ganho por valor lamentável
E sem querer dizei ao rio
Pagais a barca que esta margem lhe deixa,
Sem o ouro navegas seu vazio
Mas há-de vir ladrão de sepultura
Desvendar riqueza enterrada
E nela sedento encontrar
Tesouro de ouro, moeda pura!
Deixai-o vir! Avareza escavar.
Eis que elegendo a cobiça a ser pio
Morte cavada a seu bolso convocará
Barca negra até ao fundo do rio
Para longe desta quimera o arrancará
Ardilosa a sua sepultura revolveu
Aquela que barca incerta deixou
O homem que te roubou a moeda de ouro
Era pobre e lá ficou