Fina a linha que une céu e mar
Longe está ela do teu olhar
Fina a linha que te separa
O mar de desejo navegado
Da longínqua ilha que amparas
Fina a linha que te submete
À mais odiosa dualidade
Que para este mar te atira
Sem qualquer dó nem piedade
Fina a linhagem que te caminha
É miragem a ilha que avistas
Ou vislumbras a verdade?
Lançaste a caravela ao vento
Para desta terra te apartares
Ó homem ingrato! Não te basta!
Fizeste do teu berço uma barca
Tu mereces a dor da saudade
Fina ironia a da tua casta