E assim se cruzam no deserto
Peregrinos que apaziguam o caminho
E ao se cruzarem peregrinos
No deserto encontram seu destino
Julgaste que ao vento falavas
Quando a tua voz sobre as dunas ecoou
Mas sob as dunas dormia um peregrino
Que a voz mais deserta ele sonhou
Julgavas que falavas sozinho
Mas a tua palavra não coube no corpo
Ela é luz que trespassa em voo
O olhar do caminhante que avistou o corvo
Tu falavas da imensidão incansável
Estendida para alem das dunas
Que os pés doridos sabiam alcançável
Mar onde almas caminhantes vivem unas
Caminhaste deserto, peregrino andante
Sem saberes que pés te moviam
Na direcção do horizonte distante
Para onde peregrinos te seguiam