Olhais para o mar revoltado
o palhaço que pesca aflito
que pesca ele perdido
na imensidão daquele conflito?
Aí vem a tempestade negra
caótica sobre o céu o mar acerca
pássaros e seres afugentados
paisagem sombria de vida deserta
salvaram-se nas tocas remediados
e sobre as dunas silva o vento apenas
vontade pura da violenta desventura
que ninguém quer encarar
e só há um que se lança ao mar
para as vagas defrontar
o que se ama perdido da tormenta
na inconstância daquele mar