Perfeita sepultura
Vi a morte no teu rosto
Cavar vales profundos
De miserável desgosto
Engoliste em seco
O vazio absoluto
Quiseste acreditar
No elixir resoluto
Não vais largar este mundo
Sem ver a futilidade
Do vendilhão do templo
Desvendar a felicidade
Vais notar que em montras mortas
Habitam, consumistas absortas
Almas enganadas pela luz
De negras, negras portas
Brilha ainda, vã esperança
Em rugas e olhos perdidos
O sorriso de uma criança
Por trilhos merecidos
Desampara os vales estéreis
Galga a vereda da fonte
Mirarás como as colinas
São todas verdes montes