1.31.2008

Perfeita sepultura
Vi a morte no teu rosto
Cavar vales profundos
De miserável desgosto

Engoliste em seco
O vazio absoluto
Quiseste acreditar
No elixir resoluto

Não vais largar este mundo
Sem ver a futilidade
Do vendilhão do templo
Desvendar a felicidade

Vais notar que em montras mortas
Habitam, consumistas absortas
Almas enganadas pela luz
De negras, negras portas

Brilha ainda, vã esperança
Em rugas e olhos perdidos
O sorriso de uma criança
Por trilhos merecidos

Desampara os vales estéreis
Galga a vereda da fonte
Mirarás como as colinas
São todas verdes montes