Ecoou, sopro da contemplação
A flauta de bambu que cantava
Junto ao crepitar do lume
Onde a chaleira borbulhava
O último pôr-do-sol, clarividente
A última dádiva na terra,
A última de todas!
Para beber em admiração
Esvaiu-se o sopro do bambu
Pintou de ouro o silêncio
Os olhos que se fecham
Perdidos na infância revista
Do homem porvir
Sumido na exalação
Da memória que se deita
Longínqua, a poente
Há uma flauta que canta,
Submersa em meia-luz
Nem todos a ouvem,
Sopro da contemplação
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