Queres ser meu irmão
Dar as mãos no caminho
Saltarmos juntos as cercas
Sem medo do advindo ?
Queres aceitar este farnel
Que preparei com cuidado
Dares um pouco do teu mel
Tão denso e corado?
Queres pular esses muros
Golpear trilhos p’la selva
Queres ouvir o som puro
Risos na montanha bela?
Queres defender-me a honra
Dar o sangue como paga
E passar uma esponja
No sangue da espada?
Acender uma fogueira
Sentar na noite estrelada
Abrir os livros antigos
Contar a história encantada?
Queres ser meu irmão
Travar esta longa batalha
Estender com força a mão
Preencher a minha sem falha?
Um braço hoje aqui
Uma âncora amanha acolá
A um pacto de sangue assim
Alto exército acudirá