não haveria eu de gostar deste mar divino
da água escorrida na face da terra
por esse pranto mineral infinito
de vales enrugados e cavados
por lágrimas caídas do céu feitas
de ser, apenas
amado e temido
não haveria eu de gostar deste sal
de um vulgo de cinzas ao mar jogado
de tantos prantos e séculos badalado
não haveria eu de gostar de ser
amado e temido
pó, na água caído
de ser, apenas
Portugal