2.20.2008

O Príncipe

Eu não quero pousar
Dêem-me o fogo
Dêem-me o ar
Aladin sem assentar

Em tapete voador
Voo eterno sobre o mar
Em prancha mágica
Sobre o vasto altar

O meu pai é abastado
Deixou-me tesouros e castelos
Templos demasiado belos
Por legiões cobiçados

Mas de todos eu escolhi
Logo o fogo e o ar
Por serem, entre aqueles
Os mais estóicos de cavalgar

Peito erguido meu Príncipe
Até à morte

Leva o fogo
Leva o vento
Sulca bem os pés na terra

Não te desvies nunca
Pela inveja da corte

Vai no caminho da água
Deixa a cidade para trás

Ruma de olhos na fonte
Passando pelas coisas
Todas boas e todas más

Pela morte estás definido
Sabes que nela viverás

Mil e uma noites mor
Nunca acabam, nunca não,
Guardam o infinito no meio
E a unidade ao seu redor