Reparaste quando olhaste
Do canto do teu olho,
Como ela se desviou?
Reparaste como foi rápido
A esquivar-se da mente,
Que não a captou?
Reparaste como foi estranho
Teres concluído,
Que nas costas se esquivou?
Reparaste que não conheces
A verdade das coisas encontradas,
Que só vêz o que que procede
Das tramas ensaiadas
Reparaste na sombra esquecida
Por trás das cortinas abertas
Que agiganta as coisas vividas
No palco das vidas incertas?
Reparaste no que encerra
Aquilo que se desviou
Do teu olho mental?
Aquilo que não vê
O teu olhar mortal?