O Adamastor, o espantalho, o rapaz. O guerreiro, a planície, os pardais, as gaivotas e os vendavais, entre outros arquétipos ancestrais. O sangue que escorre dos punhos ou a paz que se leva aos outros. A liberdade, essa, não sei se a atingi nem ninguém. Mais um ideal dos homens para conversarem à luz da fogueira. Apenas mais um dos que comem na mesa do sagrado e do profano.AM
12.31.2008
pergaminho apócrifo
Sabem aquele diabrete que tinha um iate tão grande, tão grande, tão grande que vos punha a pensar nele? Ele só veio cá para ensinar que a inveja não é mal nenhum. Tinha com ele as musas escaldantes e a fama de ser pastor cobridor. Era tão grande o barco, que os marinheiros se punham a gozar nelas. Que medo tens de navegar em pecado? Julgas que não mareias esse barco? Era cornudo o Diabo porque a Mulher o domou. Deixa o barco vir à terra e verás. Trás a gnóstica na alma dos homens.