Vértebras Soltas

O Adamastor, o espantalho, o rapaz. O guerreiro, a planície, os pardais, as gaivotas e os vendavais, entre outros arquétipos ancestrais. O sangue que escorre dos punhos ou a paz que se leva aos outros. A liberdade, essa, não sei se a atingi nem ninguém. Mais um ideal dos homens para conversarem à luz da fogueira. Apenas mais um dos que comem na mesa do sagrado e do profano.AM

1.29.2009

Mãe Terra

Esferas concêntricas
no espaço perdidas
terra gigante
massa descomedida

se ao centro descer
nele encontra o berço
pesado da gravidade
do feto a viver

sepultado no mundo
o embrião encolhido
de génese infantil
no interior perdido

o espaço profundo
o infinito vazio
encerra sombrio
o útero moribundo

a mãe terra contém
no túmulo seu centro
um vazio tão extenso
quanto o céu obtuso

tem a alma da terra
a luz das estrelas
nela sobre tudo
o olhar revela

comprimido é o centro
a angústia do ser
tão livre é o pensamento
como alma no peito a bater

Publicada por adamastorasolta@gmail.com à(s) 01:14
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