Se eu for hoje meu amigo, já cheirei a primavera na manhã que os pássaros me cantaram e parto deste mundo sem a ganância de querer o sol outra vez. Havemos de cantar juntos altíssimo para as estrelas nos ouvirem ao redor de uma fogueira irmã que do frio nos acolhe. Se acaso me chamarem noutra missão, digo-vos, vou com a minha poesia, pois sou um homem da guerra e dela não me posso apartar. Sou o espantalho da quimera, vim aqui para ficar. Fica aqui o testemunho se a sorte o vento quiser mudar. Desde que a Trompeta Irisada ouvi não mais pude parar de pregar.
Olha os homens na guerra! Parecem fantoches no circo a fazer de bonecos maus. São tão mauzinhos que tiram a vida a outra criança, com medo que lhes tirem a deles. São tão mauzinhos que até têm medo de matar uma mulher. Ignoram o que é arder no fogo que queima a vida que arde sem se crer. É a apologia da guerra semelhante à do desapego, deixar tudo para trás, mas antes deixar muitas vidas debaixo dos pés. Foi assim que fizemos um monumento à Batalha, meu irmão. É tão antiga a história, como o são as palhas da minha muralha.