Por entre vultos paira o olhar
Do que paira entre as pessoas
Névoas de intenções desapercebidas
Encontros desabitados
Visível cinza viva
Por aquele entre o que paira
Morto caminha o sábio
O Adamastor, o espantalho, o rapaz. O guerreiro, a planície, os pardais, as gaivotas e os vendavais, entre outros arquétipos ancestrais. O sangue que escorre dos punhos ou a paz que se leva aos outros. A liberdade, essa, não sei se a atingi nem ninguém. Mais um ideal dos homens para conversarem à luz da fogueira. Apenas mais um dos que comem na mesa do sagrado e do profano.AM
3.07.2009
3.03.2009
O Espantalho Derradeiro
Ah! Eu libertei-me do inferno
Estão prontas minhas palhas
Para o grande voo eterno
Estendi os braços no ar
Abri o peito à chaga final
Pronto para desancorar
Atendi a voz de Vénus ao alto
Que o fim dos dias alumia
E escutei sem demais sobressalto
O que sua luz anuncia
Espera-me o colosso atroz
Na penumbra semicerrado
O cruel Adamastor
Do Espaço siderado
Pega numa vela e num espelho
E verás o outro lado
Pega numa estrela e no mar
E verás o grande fardo
Reflectida no mar a vontade cabal
De um alto e tenebroso fado,
As tramas de um monstro calado
Estão prontas minhas palhas
Para o grande voo eterno
Estendi os braços no ar
Abri o peito à chaga final
Pronto para desancorar
Atendi a voz de Vénus ao alto
Que o fim dos dias alumia
E escutei sem demais sobressalto
O que sua luz anuncia
Espera-me o colosso atroz
Na penumbra semicerrado
O cruel Adamastor
Do Espaço siderado
Pega numa vela e num espelho
E verás o outro lado
Pega numa estrela e no mar
E verás o grande fardo
Reflectida no mar a vontade cabal
De um alto e tenebroso fado,
As tramas de um monstro calado
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