4.05.2017

Vivemos todos de mãos estendidas
Não te enganes
Tens as palmas viradas para o céu

Vê os homens que arrastam a tristeza
Tão profunda de tanto querer
Aquilo que não é seu

Eu sei que de asceta tenho pouco
E mesmo querer sê-lo
É trocar uma cruz por outra

Sei no fundo o que mendigo
A rendição última
Não é coisa pouca

Prostro-me em aceitar
servir a quem peço