Vivemos todos de mãos estendidas
Não te enganes
Tens as palmas viradas para o céu
Vê os homens que arrastam a tristeza
Tão profunda de tanto querer
Aquilo que não é seu
Eu sei que de asceta tenho pouco
E mesmo querer sê-lo
É trocar uma cruz por outra
Sei no fundo o que mendigo
A rendição última
Não é coisa pouca
Prostro-me em aceitar
servir a quem peço