Que gentil baloiçar
E tórrido calor emana da tua pele
És ilha tentadora em que desespero naufragar
Na tua areia sedutora deitar e perder-me nas ondas
O Adamastor, o espantalho, o rapaz. O guerreiro, a planície, os pardais, as gaivotas e os vendavais, entre outros arquétipos ancestrais. O sangue que escorre dos punhos ou a paz que se leva aos outros. A liberdade, essa, não sei se a atingi nem ninguém. Mais um ideal dos homens para conversarem à luz da fogueira. Apenas mais um dos que comem na mesa do sagrado e do profano.AM
Queria auscultar o teu coração nessa praia escondida
Onde passeias bucólica com os pés na água
colocar suavemente o meu ouvido no teu peito
e escutar as suas batidelas singelas....
cada qual era uma ode à alegria
quem não quereria prescutar tão belo coração
entre aquelas dunas bronzeadas sobre o sol da tarde?
e lá deixar um beijo sentido de quem dele soube ouvir o amor
és a poesia em movimento que paira sobre a água incandescente
como a pomba encantada que sobrevoa a maré